No SXSW 2025, um dos maiores e mais influentes eventos de inovação, tecnologia e cultura do mundo, nosso sócio-fundador, Dr. Alexandre José Macedo, teve a oportunidade de vivenciar de perto as principais tendências e as discussões mais impactantes do cenário global. Com uma agenda repleta de palestras, exposições e networking, ele trouxe insights valiosos sobre o futuro das indústrias, o papel crescente da biotecnologia e da inteligência artificial, além de destacar como as novas soluções tecnológicas estão moldando o mundo dos negócios e, principalmente, as pessoas. Neste post, compartilhamos os principais pontos que marcaram sua experiência e como eles podem impactar diretamente a nossa estratégia e atuação no mercado:
- Aromas que transformam: A influência dos sentidos no comércio
A apresentação da Dra. Morgaine Gaye, uma renomada futurologista em alimentos, destacou a importância dos aromas no processo de venda de produtos, desde a embalagem até o ponto de compra. Durante as discussões, chamou atenção a proposta de se analisar odores durante o processo de negociação, com o intuito de avaliar se a experiência está sendo positiva ou negativa. Naturalmente, o uso da inteligência artificial está sendo cada vez mais adotado, com relatos de pelo menos dois perfumes no mercado que incorporam essa tecnologia. Além disso, uma questão relevante que surgiu no debate foi a possibilidade de desenvolver fragrâncias “neutralizantes e agradáveis” para pessoas com espectro autista, sensíveis a odores. Cabe destacar que a Regenera Moléculas do Mar tem aplicado sua estrutura de espectrometria de massas na identificação de fragrâncias inovadoras produzidas pelo BANCO REGENERA, a partir de microrganismos oriundos da Amazônia Azul.
- Computação quântica e IA: Transformando o futuro
O CEO da IBM, Arvind Krishna, compartilhou suas perspectivas sobre o futuro da IA e da computação quântica. Na sua visão, a tecnologia em questão chegará ao mercado por meio de uma transição gradual de tecnologias até o final da década, ajudando a resolver problemas complexos. Ele citou como exemplo a compreensão dos fenômenos da natureza em nível subatômico. Essas descobertas permitirão avanços significativos no setor de novos materiais e química. Além disso, Krishna afirmou que, como consequência da união da IA com a computação quântica, haverá otimização de preços, descoberta de novos medicamentos, desenvolvimento de novos fertilizantes, redução no consumo de energia e captação de carbono. Um ponto que chamou atenção foi a forma como Arvind apresentou o impacto dessas tecnologias em diversas áreas da indústria, destacando o papel essencial dos programadores, mesmo com a IA assumindo uma função importante na geração de novos códigos. Ainda, a união dos dados biológicos com a inteligência artificial deve revolucionar o que conhecemos como ciência. Neste contexto, a Regenera está na vanguarda da inovação, desenvolvendo sistemas de inteligência exclusivos para otimização de processos e análises, apoiados por um banco de dados único no mundo. É digno de nota que a empresa está criando uma plataforma de inteligência revolucionária, que combina microbiologia, química e bioinformática de forma padronizada e automatizada, acelerando a descoberta de produtos inéditos, sustentáveis e transformadores.
- Medicamento não é um doce!
Durante a apresentação da Dra. Jessica Shepherd, Chief Medical Officer da Hers, autora do livro Generation M e com mais de 20 anos de experiência no tratamento da obesidade, foi destacado que a abordagem em relação à obesidade (e não apenas a ela, mas a qualquer outra enfermidade) deve ser multifatorial. A Dra. Shepherd enfatizou que a classe de fármacos GLP-1 foi lançada no mercado há mais de 20 anos para o tratamento de diabetes, mas acabou sendo amplamente utilizada também no tratamento da obesidade. Como consequência, milhares de pessoas começaram a usá-los, trazendo à tona uma série de questões importantes, dentre elas o fato de que efeitos adversos raros que o medicamento pode causar deixaram de ser raros, devido ao grande número de usuários, aumentando a responsabilidade dos profissionais de saúde. A principal mensagem da médica foi de que o tratamento da obesidade deve ser multifatorial. A questão metabólica é apenas um dos fatores, sendo a nutrição, o exercício físico e o sono igualmente essenciais. Ela alertou, ainda, que o medicamento “it’s not a candy!” (não é um doce!). Outro ponto abordado foi que muitos profissionais de saúde e a população em geral ainda não sabem lidar com a obesidade e frequentemente “acusam” o paciente de displicência ou falta de vontade, sem compreender a realidade da enfermidade. A Dra. Shepherd destacou: “tenha atenção, tenha empatia com qualquer que seja a situação frente a um paciente”. No contexto das pesquisas sobre obesidade, a Regenera Moléculas do Mar tem como objetivo a busca por ativos de origem marinha que possam atuar contra a obesidade. Recentemente, a empresa isolou moléculas que podem estar associadas a essa atividade, segundo relatos da literatura. Sendo assim, mais estudos estão em andamento visando um maior aprofundamento nesta temática dentro do nosso P&D.
- Terapias personalizadas: A saúde feita sob medida para você
A Dra. Debra Patt, vice-presidente executiva do Instituto Texas Oncology, e Troy Sarich, chefe comercial de Ciências dos Dados e Inovação em Medicina da Johnson & Johnson, discutiram sobre a evolução das terapias personalizadas na medicina moderna. Segundo Patt, a medicina personalizada é como uma fechadura na porta do tratamento, que só pode ser aberta com a chave certa – uma ação, um pensamento. Para a indústria farmacêutica, essa abordagem se assemelha a uma casa onde diversas portas se encontram, cada uma representando uma oportunidade de personalização do tratamento.
No entanto, destacou-se um dos maiores desafios dessa prática: a quantidade de tecido necessária para os ensaios moleculares. Apesar dos avanços das técnicas, esse ainda é um gargalo a ser superado. Além disso, o corpo clínico precisa estar atento às constantes alterações celulares no corpo do paciente, que podem ocorrer em um intervalo tão curto quanto um mês. Isso significa que um tratamento iniciado com base em amostras do início do mês pode já não ser o mais eficaz, exigindo ajustes rápidos na terapia adotada.
Um grande aliado nesse processo tem sido a IA no tratamento de dados hospitalares. Com a IA, é possível acelerar diagnósticos e otimizar tratamentos, alcançando maior efetividade em um número maior de pacientes. A redução nos custos do sequenciamento do genoma humano também tem impulsionado a eficácia desses tratamentos. Atualmente, existem sistemas de IA que agilizam o diagnóstico de lâminas de tecido, fornecendo informações valiosas ao corpo médico e acelerando todo o processo.
Outro ponto relevante discutido por Patt e Sarich foi o uso de aplicativos na área da enfermagem. Eles apontam que, ao reduzir o tempo gasto com tarefas administrativas, como o preenchimento de formulários, os profissionais de enfermagem podem se concentrar mais no cuidado direto aos pacientes, resultando em desfechos mais positivos. Aplicativos que utilizam IA para otimizar a coleta de dados do paciente têm mostrado grande potencial nesse sentido, permitindo que enfermeiras e enfermeiros dediquem mais tempo à atividade clínica essencial.
- Energia e Meio ambiente: uma temática transversal no SXSW
As questões relacionadas ao meio ambiente e energia foram, direta ou indiretamente, o foco de dezenas de painéis e palestras durante o SXSW 2025. Por exemplo, o CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou que tecnologias como IA e computação quântica têm o potencial de reduzir o consumo de energia e água nos próximos anos. Em outra palestra, Amy Webb, uma das futuristas mais influentes do evento (e do mundo), destacou soluções anti-ruídos que serão instaladas em diferentes locais urbanos, como parques, para, por exemplo, eliminar o ruído do trânsito, promovendo um maior bem-estar para a sociedade.
Uma das temáticas mais curiosas que Amy Webb trouxe foi a biomimética, um campo que estuda novos materiais inspirados na natureza, como a pele do rinoceronte. Esse estudo busca, por exemplo, substituir o aço nos veículos, transferindo as propriedades físicas e químicas da pele do animal para materiais que podem oferecer mais segurança aos condutores em caso de acidentes.
A captação de carbono foi, sem dúvida, uma das grandes tendências do evento, com discussões centradas na colaboração entre empresas (cliente-fornecedor) para entender em detalhes a geração de dióxido de carbono. Pesquisadores destacaram o papel crucial do plâncton, organismos microscópicos que habitam os oceanos e são responsáveis por gerar até 50% do oxigênio que respiramos, absorvendo CO2. Além disso, iniciativas globais de grandes empresas foram mencionadas, com o objetivo de fomentar e investir em startups que tragam soluções inovadoras para a captura de carbono.
Outro ponto interessante foi a utilização de inteligência artificial para capturar imagens de restaurantes, cozinhas comerciais e outros estabelecimentos ligados à produção de alimentos. Esses sistemas de IA analisam os dados para identificar os principais pontos de desperdício ao longo da cadeia produtiva, impactando diretamente na conservação do meio ambiente e na redução do consumo de energia.
À medida que a Regenera Moléculas do Mar continua a expandir suas fronteiras no campo da inovação e da sustentabilidade, convidamos você a acompanhar de perto nossas conquistas e o impacto que estamos gerando no mercado. Siga-nos em nossas redes sociais para ficar por dentro de todas as novidades e atualizações sobre nossos projetos e pesquisas.
Juntos, podemos contribuir para um futuro mais sustentável e inovador. Estamos mergulhando nesse futuro!